Passaram-se 4 anos, e a Sofia foi
adotada por um casal que tinha o desejo de ter uma filha, apesar de não ter uma
vida estável. A pequena Sofia, não sabia que tinha irmã, ainda por cima gémea e
não sabia a história da sua família.
A mãe adotiva de Sofia, a mariana era
muito forte, pois tinha o seu marido era alcoólico e tinha uma filha para
criar, praticamente sozinha.
Mafalda, tinha uma família alegre,
que a protegia, tinha uma vida estável, tinha também o amor que os pais
biológicos não lhe poderão dar e todas as condições que uma criança tem
direito. Já Sofia não sentia o mesmo, pois ouvia e via o pai a bater na mãe e
sempre a discutirem.
Aos 6 anos as gémeas, entraram na
escola, a Sofia não tinha brinquedos, jogos, mas Mafalda tinha algumas bonecas,
alguns divertimentos.
A primeira semana estava tudo a
correr bem, mas a Mariana, a mãe de Sofia teve de ser obrigada a abandonar a
sua filha, e a frágil sofia ficava aos cuidados do seu pai, que era alcoólico.
Os tempos foram passando e a Sofia
com 8 anos foi obrigada a ir trabalhar com o seu pai, para as obras.
O seu desempenho começou a ficar
muito fraco, pois era raro ir a escola e quando ia notava-se o cansaço no seu
rosto.
Mafalda era uma grande aluna, o seu
desempenho escolar era excelente, e tinha um apoio na escola.
Sofia, começou a não ter dinheiro
para pagar os livros e o material escolar, porque o seu pai gastava o seu
dinheiro em álcool, e então Sofia com apenas 8 anos teve de ser obrigada a
desistir da escola, que tanto adorava.
Mafalda, entrou no ballet. Sofia não
tinha esse tipo de atividades, teve uma infância difícil, porque a mão
abandonou-a e o seu pai era alcoólico e nem sequer sabia a sua história de
vida, mas foi sempre uma guerreira.
Passaram-se 12 anos, Mafalda concluía
o secundário e preparava-se para entrar na universidade e ser enfermeira.
Sofia continuava na mesma, o seu pai
ainda era autoridade da casa, ele é que mandava e se ela não cumprisse, lá
tinha que ir carregar cimento, numa dessas vezes a Sofia aleijou-se e teve de
ir fazer um penso ao hospital e a enfermeira era a Mafalda, a irmã, Sofia não sabia
que tinha uma irmã, mas Mafalda já andava a procura da sua gémea. Mafalda
fez-lhe o penso e reconheceu-a, era parecida com ela mas morena.
Sofia voltou lá várias vezes e foi
sempre Mafalda que lhe fazia o penso, até que começou a suspeitar que a sua irmã,
era aquela à sua frente, então seguiu –a até casa e ai parou ao carro e
bateu-lhe a porta e perguntou-lhe como se chamava, a idade e o dia que nasceu,
e constataram que tinham muitas datas em comum Sofia não acreditava parecia um
sonho tornado realidade, as duas gémeas reencontrarem-se assim ao fim de tantos
anos.
A Sofia voltou a estudar e a Mafalda voltou a sua vida
de enfermeira.
Trabalho
realizado por: Beatriz Pinto; Ana
Branco; Ana Conceição.
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